já chegando no país a primeira bizarrice, o visto se compra do lado da cabine de imigração. você paga 15 dólares, cola o adesivo e pronto, "welcome to egypt". saindo do aeroporto os taxistas brigam pela sua atenção e os transportes públicos são um ponto particular no país.
no egito, assim como na maior parte do mundo, o que manda é o comércio popular. eles vendo a tua cara de gringo pulam em cima com seus produtos "good quality" e "very cheap". a vantagem é que é barato mesmo, a moeda deles não vale porra nenhuma e da sempre para negociar o preço, coisa que eles sabem fazer com maestria.
de turismo, obviamente o pais tem várias opções, mas não vou falar quais são porque desde a quinta série que você sabe o que que é o egito e o que que teve e tem lá.o que ferra lá e não importa aonde você vá, o lugar vai ser sujo, muito sujo. a quantidade de porqueira na rua é enorme e só piora se você chega numa área mais pobre.
uma coisa que achei muito bizarra, mas que faz parte da vida local, são os militares em TODAS as esquinas armados com suas kalashinikovs. quem faz a segurança no país, principalmente no cairo, são os militares, já que lá é uma ditadura militar.
outra coisa muito bizarra e que se vê aos montes os ninjas. ninjas foi o apelido carinhoso que dei para as mulheres que usam o véu quem tampam todo o rosto, deixando apenas os olhos a mostra. em siwa, uma cidade em um oasis no deserto tem uma versão pior, os nazgul. mulheres todas vestidas de preto e que tem o rosto completamente tampados, sem nem uma frestinha.
a culinária dos caras é outra bizarrice. fora os pratos tipicamente árabes, eles tem o costume de comer carne de pombo. sim amiguinhos, pombo. aquele rato que voa e que é lotado de pulgas e doenças. acabei provando e tem um gosto de merda, uma mistura de bife de fígado com bosta seca.
uma coisa que aprendi é que os egípcios não gostam que os chamem de árabes e muito menos que os confudam com argelinos, coisa de rivalidade local besta.
até que para muçulmanos, os egípcios são bem tranquilos. é óbvio que tem os babacas extremistas, mas a maioria é de boa. o país vive uma abertura de perna pro ocidente, as fachadas das lojas são quase sempre em inglês, um inglês horrendo, mas que vale pelo esforço. então acaba que o país tem situações extremamente opostas, uma em que os extremistas religiosos querem queimar os infiéis e outra dos liberais que assimilam a cultura ocidental e resolvem lucrar com o turismo, atraindo mais e mais pessoas.
uma dica, quando estiver no deserto pule nas dunas. é divertido pra caramba.





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